Saturday, September 23, 2006

FIM

Friday, September 15, 2006

Aparentemente afastado.
Sim.
Posto de lado.
Até certo ponto, rejeitado.

Já estou habiatuado.

Nada que me aflija.
Ou que muita compreensão exija.

Não foi aprimeira vez.
Nem a última, talvez.

Mas...

Até nem era nada mal
Se esta fosse a última, afinal.

Thursday, September 07, 2006

Muse - Stockholm Syndrome

Tuesday, September 05, 2006

O Viajante Tonto

Era uma vez um viajante tonto.
Era muito rico, e viajava muito porque tinha muito dinheiro.
Mas também era muito tonto.
Sempre que encontrava alguém, essas pessoas fingiam-se de pobres e coitados, e ludibriavam-no para lhe estorquir dinheiro.
O viajante era muito solidário, mas também era muito tonto, e dava-lhes sempre algo do que tinha, sem pedir nada em troca.
E conforme ia sendo enganado, ia sempre dando algo que tinha.
Até que ficou pobre de tanto partilhar.
E foi viver para a floresta, completamente nu porque tinha dado as suas roupas.
E na floresta vinham os animais para o comer.
E como ele era muito solidário e muito tonto, dava sempre um pedaço, sem pedir nada em troca.
Primeiro um pé.
Em seguida um braço.
Depois uma perna.
Até que ficou só a cabeça.
E veio um bicho que lhe pediu algo de comer.
E o viajante deu-lhe os seus olhos.
E então o bicho deu-lhe algo e dice:
- Toma como agradecimento por me teres dado os teus olhos.
E deixou cair um papel onde estava escrito: "Tonto".
E é claro que o viajante não pode ler o que estava lá escrito, uma vez que já não tinha olhos.
Mas ficou tão agradecido por finalmente receber algo em troca, que começou a chorar, pelos olhos que já não tinha.
E morreu.

Saturday, August 05, 2006

Muse - Starlight

Thursday, July 20, 2006

Enfim...
Tomo posse do que ficou
Por muito tempo há-de ficar
A roubar
A felicidade que ficou
Onde nada há-de sobrar.

Sugou tudo de mim
O buraco negro sem fim
Que é o vazio agora em que me encontro
Em confronto
Agora com a vida

Por quanto tempo mais?

Não chega o que levou?
Há-de levar o resto, também?
E a felicidade que não vem?

Há muito tempo prometida
A muito custo conseguida
Com pouco custo, enfim, perdida

Enfim?
É a vida...

Wednesday, June 28, 2006

Quando um dia eu morrer
Não quero ir para o Céu
Porque o hei-de perder
E muito sofrer.

Monday, June 19, 2006

Vives...
Em minha mente e coração
Em sonhos...
Quando me pegas pela mão
E me rabiscas os braços
Escrevendo em meu coração
Preenchendo os espaços
Que estavam vazios, então
Marcas-te aquela noite
Como a melhor da minha vida
Marcaste-me a alma
Por seres como és, tão querida
É meu grande desejo
Que não te sintas arrependida
Por me teres dado aquele beijo
E teres entrado em minha vida
Espero não estar a ser conciso
Ou que algo de errado esteja a subentender
Também quero dizer,
Que espero o tempo que for preciso
E que aceito tudo o que tiveres p'ra me dizer
É certo que este amor
Ainda é muito prematuro
Mas, por favor acredita
Que não sinto nada mais puro
Anseio por te ver
E aceito tudo o que tiveres para dizer.

Thursday, June 15, 2006

Uma vez miserável, Glorioso então

E eis que eu chego à conclusão
(Como não vira eu tamanha evidência?)
Que miserável não foi minha existência
Que miserável foi minha condição.
Que miserável, por excelência
É quem pensa com o coração
É portador de tal demência
Não fazer juízos da razão.
Não é o coração que faz miseráveis
É o uso que se fáz a tal dom
Que sendo Estes, enfim, hábeis
Podem dar uso grandioso ao coração:
Criar
Erigir
E até mesmo
Destruir
O Mundo é teu
Para o Bem e para o Mal
E serás Tu quem o ergueu
Se, a mim, fizeres igual.
E se a mim Fizeres igual
Toma teu coração
Prende o instinto animal
E todos te seguirão.

Tuesday, June 13, 2006

Trivial (VL)

Contrariando o mundo,
E tudo o que nele é normal
Tentando dar sentido,
A uma vida, como tantas Trivial.

Não me contento com o facto de ter uma vida normal

Achando uma Luz,
Que me leve a mundos sem igual
Mas porque faço eu isto?
O que tenho eu afinal?

Trivial
Não me contento com o facto de ter uma vida normal

Trivial
Não me suporto assim
Preciso ter algo fundamental
Algo que me eleve,
Em estado de sublevação pessoal.

Trivial
Não suporto o meu mundo assim
É um peso sem igual
É muito grande p´ra meus ombros
Ainda vou acabar mal.

Sentado numa mesa semelhante a tantas outras
Escrevo com um lápis de madeira e grafite
Podia estar calado e ter uma vida como as outras
Mas Trivial? A ambição não permite.

So com a música me sinto
Alguém sublevado
Não tenho o mundo a meus ombros
Tenho-o a meus pés prostrado

Trivial. Sei que é um mundo errado
Mas que hei-de eu fazer
Se não me acho noutro lado?

Trivial
Não me suporto assim
Preciso ter algo fundamental
Algo que me eleve,
Em estado de sublevação pessoal.

Trivial
Não suporto o meu mundo assim
É um peso sem igual
É muito grande p´ra meus ombros
Ainda vou acabar mal.

Acordo uma manhã
Do pesadelo em que vivia
Sei que são sonhos
Criados por esta melancolia

E a ambição da música?
Hei-de vivê-la um dia.

Thursday, June 01, 2006

Vontade

É sangue o que choro?
Ou apenas uma Vontade
Manipulada pela tristeza em que moro?

É verdade.
Vivo num pais chamado Tristeza
E Desilusão é a cidade.
Escrever 'vivo' é uma incerteza
Pois de viver já não tenho vontade.

Mesmo escrever vai p'ra além de mim.
Não digo vontade, mas capacidade.
Já nem dá p'ra escrever por amor
Escrevo apenas por pura maldade.

Maldade para com quem?
Para comigo, com certeza.
Pois não existe mais ninguém
Que me dê tamanha tristeza.

Thursday, May 25, 2006


Me encontro um soldado ferido
Em guerra contra o Divino.
Fui atingido pelo Cupido
Traçando-me, assim, o destino.

Me encontro um soldado
ferido
Caido por terra, pelo chão
A maldita flecha do Cupido
Foi
certa no coração.

Megalomania


Quero eu lá saber!
Nada tenho para dar
Se nada tenho a receber
Se nunca me hás-de amar.
Quero eu lá saber!
Se a vida não me sorri
Não há nada p'ra me surpreender
Salvo seja o que sinto por ti.
Que me surpreende a cada dia,
Em que vejo que há mais do que havia
Só que é amor sem alegria.
Será que a vida me desafia?
Que não conte com outra batalha, então
Pois batalhas e discórdias
Sobram em meu coração
Dar-Lhe-ei batalha, de novo?
Isso era o que Ele queria
Não tenho as ideias do povo
Mas terei megalomania?

Riscos

Riscos.
Riscos, riscos e mais riscos.

Tenho sonhos; são rabiscos
Que me riscam a vida aos riscos.

E vê-la entre tanta rabiscada?
É difícil; não vejo nada.

Que tenho eu?
Terei febre e estou doente?
Merda!
São riscos que não saem.
Será tinta permanente?

Mas não.
Se os apago, apago avida
De tanto que está rabiscada.
E fica aqui a questão:
Seria melhor apagada?

Thursday, May 18, 2006

Como se cura uma vida
Tão cedo já perdida?

Como se dá felicidade a alguém
Que nunca a teve e não a tem?

Como me ergo do chão
Tendo partido o coração?

Como paro de sangrar
Se não paro de te amar?

Como é possível no amor
Que meu coração sangre de dor?

...

Como posso fazer...
Com que tudo seja diferente...?
Não posso mais ler isto
Lembrando-me do que sinto...

Por que minto?

Não há nada p'ra lembrar
Se em ti só consigo pensar.
Não há nada a acrescentar
Se a ti só consigo amar.
Não há nada p'ra dizer
Se não me podes corresponder.

Não há vida p'ra viver
Se não me podes corresponder

Mas és algo pelo qual viver
E não é justo!
Pois és também algo pelo qual morrer
De bom agrado!

Tuesday, May 16, 2006

Que me queres vida?
Não tens tudo o que precisas?
Família, amigos, estabilidade?
Felicidade?

Bates-te à porta errada
De felicidade e alegria
Não me resta nada.
É indiferença
Que marca todo o meu dia.

Que me queres vida?

Não vês que eu não te quero?
Não vês que desespero?
Não vês que te odeio...?

Que me odeio...

Monday, May 08, 2006

Não sei...
Não queria escrever isto...
Não queria sentir isto...
Não queria viver isto...
Esta vida
Como lhe dar a volta, não sei...
Comecei a pensar nisso
Sentei...

E escrevo

E de pensar,
Escrevo com pesar
Escrevo com as lágrimas que choro,
Por todas as que me fiz chorar.
Choro agora, então
Por ter chorado antes
Chorarei de antemão
Pelas mágoas que virão
Adianto-me à vida,
Que é a única solução.

Friday, April 21, 2006

Arde-me na pele (VL)

Sem querer estar lá
Sem querer estar assim
Sem querer estar a sentir pena de mim.

Sem querer voltar ao lugar onde tudo começou
O lugar onde o meu mundo acabou.

O amor faz com que eu não consiga desistir de ti
E o ódio faz com que eu pense que não te amo a ti
Que não amo ninguém
Que eu sou um ser ruim
Faço o que me convém
Gosto de ser assim.

Sem querer estra lá
E ter que assistir
A tudo o que me levou qu'rer fugir.

Sem querer perceber o que a este ponto me levou
Se foi amor ou ódio que ficou.

O amor não faz com que eu consiga fugir daqui por ti
Faz com que eu te queira nos meus braços a chamar por mim
Faz com que o ódio veja que não há lugar p'ra ele
Faz me sentir inveja
A arder na minha pele.

Não quero ter que viver toda a minha vida assim
Vou acabar por revelar o monstro que há dentro de mim.

Monday, March 20, 2006

Já nem vejo a hora!
Ninguém me respondeu.
Mesmo apesar da demora
Nada me demoveu.

Espero ainda pela resposta
Mesmo sabendo que não virá.

Terei razões para odiar-Te?
É sobre o amor!
Só queria perguntar-Te...

(Paro...)
Que estupidez
Nem sei porque escrevo
Só sei por quem escrevo
E por quem me sinto tão perdido
É por amar-te sem o medo
De não ser correspondido...

Porque sinto eu isto??


Cala-te, pá!
Ninguém te ouvirá!

Saturday, March 18, 2006

É mal
Se não me considero gente normal
É bom
Se me considero gente diferente, então.

Já não percebo
Aquilo que realmente sou
E não desvendo o caminho por onde vou
(Nem me interessa)
Nem sequer me lembro do que p'ra trás ficou
Já não percebo
O que me transtornou.

Sei o que me transtornou.
Só não o percebo.

Por não me fazer feliz sei que é mal
E pelo sentimento, em si, é bom
Mas não trazendo nada fundamental
Mais com menos, dá menos então.

Mas se o amor é mal
Por que tinha que me acontecer?
Oh! Isto são só retóricas!
Ninguém me vai responder...

Ou vai??

Thursday, March 16, 2006

É verdade que não sou gente.
Mas da gente que mente
Sou gente que sente,
Que cria, destroi,
E se auto-constroi.
Aprendo...
Escrevo, apago, reescrevo, aprendo.
É verdade que dói,
Mas aprendo.

E por fim o que sinto
É mal, não minto.
Aprendi
Que é mal e que dói
E em tudo o que vivi
O que se cria destroi.

O amor é fugaz?
O que se cria destroi...
Não!
O que se ama destroi...

Thursday, March 02, 2006

Sentir
Sem querer sentir
Que viver
É ter que sofrer
E morrer é poder esquecer
Que amar
É ter que chorar...
E sofrer...
Sem poder dizer
Que te amo de qu'rer morrer
E sinto que sem te esquecer
Vida própria não poderei ter
E sinto
Que poder dizer
Que te amo
É querer viver
A vida sem te esquecer.

Então
Não te posso dizer
Do amor
Nem posso esquecer
O que sinto
Só posso viver
Em vão
Ou tentar morrer,
Então.

Thursday, February 16, 2006

Pois canto da vida a desilusão (Parte II)

É a viagem da minha vida
Aquela a que me proponho
Tentar sarar esta ferida
Não será mais do que um sonho.

Sigo um caminho atribulado
De terra batida e imunda
Sangue, jorrando por todo o lado
Abrindo mais a ferida profunda.

Não sara, por mais que tente
Subindo acima o caminho
Não há ninguém que assim sente
Será verdade que estou sozinho?

E é para o nada que grito
Para a vazia multidão
E não me canso do que dito
Pois canto da vida a desilusão.

Wednesday, February 08, 2006

O medo da rejeição

Diga eu o que disser
Negue eu o que negar
Se o nego é p’ra teu bem
Se o nego é por te amar

Pudera eu dizer “sim”
À pergunta que não vem:
“Amas-me tu a mim,
Como eu te amo também?”

Espero eu ouvir “sim”,
P’ra “sim” te poder responder
Esperarei até ao fim
Que está longe de se ver.

Pode nunca chegar
E por isso me assusto
Nunca me irei perdoar
De viver a muito custo

O custo de te amar
E de não ter coragem p’ra te dizer
Eu sei que estou a errar
Mas que se há-de fazer…?
Gostava de saber o que fazer
Nestas situações em que nada parece dar
Sinto que a cabeça estou a perder
Em tudo o que faço
Em tudo o que estou a errar

Não sei se foi amor isto que senti
Não sei se foi por amor isto que fiz
Sei que senti algo profundo por ti
Mas não é amor
O que o meu coração diz

Não me arrependo de tão bons momentos
Dos melhores da minha vida
Mas tais lembranças são agora tormentos
Por não te poder chamar
A minha amada querida

Sei que te estou a magoar
E comigo também eu estou magoado
Ao menos não te estou a enganar
Por favor perdoa-me
Não fiz por mal, mas sou culpado.

Saturday, February 04, 2006


Sempre quiz que o mundo fosse meu
Sempre quiz ser alguém glorificado
Mas no final todo o mundo me esqueceu
No final a tal glória passou-me ao lado.

Wednesday, February 01, 2006

Daqui para a eternidade
Nada mais sentirei
Que a mais pura infelicidade
Com que este mundo deixei.

Mesmo morto e enterrado
Sozinho, à sombra da morte
Não me senti afortunado
Nem pedi um pouco de sorte.

Mesmo ao entrar neste estado
Senti algo no fundo do ser
Senti algo a ser libertado
A vontade de não mais qu'rer viver.

A vontade de apagar a vida
E tudo aquilo que represento
A minha alma não me é mais querida
Resistir-lhe é difícil
Eu já não tento.
Por tudo o quanto quiz e desejei
Por tudo o quanto quiz que acontecesse
Não foi muito o tempo que esperei
Para que minha felicidade desaparecesse.

Não foi só senão por egoísmo que destrui
A felicidade a muito custo conseguida
Não valeu o tempo que vivi
Senão o tempo em que te amei mais do que à vida.
Teu coração já não almejo
É coração p’ra quem mereça
Em teu futuro não me vejo
O teu futuro que me esqueça.
Pudera eu ser alguém
Que sabe o que tem que fazer
Pudera eu ser feliz
Pudera eu não qu’rer morrer

Pudesse aquela que amo
Ter a noção de tal
Ouvir-me quando a chamo
Pudesse eu ver o sinal

Pudera eu entender o destino
Traiçoeiro, mas previsível também
Pudesse eu mudar o futuro
Pois já vi que não serei ninguém

Se pudesse eu ter evitado
Tudo aquilo que errei
Não teria mudado o meu fado
Pois grande fado eu não terei.

Apesar da vitória alcançada
E da apoteose conseguida
A glória não soube a nada
E a felicidade, compenetrada
Abandonou por fim a vida.

Tuesday, January 31, 2006

Tendo eu futuro incerto
E de impossível felicidade
Não me achei nem perto
Nem longe da Divindade.

Cresceu em minha cabeça
Mas vazio no coração
Não acredito, por mais que pareça
Nem em quem apregoa a compaixão.

Gostaria de poder tê-Lo
A meu lado p'ra me guiar
Mesmo não podendo vê-Lo
Gostaria de acrediar.

Mas por tudo o que o mundo é
E minha vida se tem tornado
Acabei por perder a fé
Em Deus não me acho acreditado.

Monday, January 30, 2006

Pois canto da vida a desilusão (Parte I)

Sem nada p'ra dizer
Acerca de tudo o que fiz
Tentei, em vão compreender
A compreensão não me quiz.

Não tendo encontrado a paz
Que era há muito ansiada
Dei por certa a frase: "Cairás
E não terás mais nada".

Fui eu próprio o profeta
Da minha queda e perdição
Serei agora poeta
Pois canto da vida a desilusão.

Friday, January 27, 2006

"Sou o último descendente de um planeta morto."


Este é o meu blog. É o segundo que faço porque o outro esquecime do endereço. Tem coisas muito minhas e se te dei este endereço é porque mereces. Talvez até nem mereças muito... ou se calhar até mereces...ou talvez me tenhas dado guito pa lanchar na semana passada e eu dei-te o endereço pa retribuir...ou foi mesmo por me ters emprestado os DVDs dos MTVs e eu já os perdi e não sei como te dizer...xpero que gostes.se não gostares dame o teu mail pa eu te mandar um virus.se soubesses o trabalho kisto deu...e se eu soubesse mandar virus...