Thursday, July 20, 2006

Enfim...
Tomo posse do que ficou
Por muito tempo há-de ficar
A roubar
A felicidade que ficou
Onde nada há-de sobrar.

Sugou tudo de mim
O buraco negro sem fim
Que é o vazio agora em que me encontro
Em confronto
Agora com a vida

Por quanto tempo mais?

Não chega o que levou?
Há-de levar o resto, também?
E a felicidade que não vem?

Há muito tempo prometida
A muito custo conseguida
Com pouco custo, enfim, perdida

Enfim?
É a vida...

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