Thursday, June 15, 2006

Uma vez miserável, Glorioso então

E eis que eu chego à conclusão
(Como não vira eu tamanha evidência?)
Que miserável não foi minha existência
Que miserável foi minha condição.
Que miserável, por excelência
É quem pensa com o coração
É portador de tal demência
Não fazer juízos da razão.
Não é o coração que faz miseráveis
É o uso que se fáz a tal dom
Que sendo Estes, enfim, hábeis
Podem dar uso grandioso ao coração:
Criar
Erigir
E até mesmo
Destruir
O Mundo é teu
Para o Bem e para o Mal
E serás Tu quem o ergueu
Se, a mim, fizeres igual.
E se a mim Fizeres igual
Toma teu coração
Prende o instinto animal
E todos te seguirão.

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